Possuir um Instituto Federal no atual contexto da educação brasileira é motivo de muita satisfação, prova do desenvolvimento do município e articulação das lideranças políticas. Várias cidades  pleiteavam a instalação do educandário com vistas a promover uma educação gratuita e com a qualificação federal.
        A expectativa de parte da comunidade ijuiense foi imensa. Muitos acreditavam que nosso município seria contemplado. Criou-se comissão pró-IFET, viagens a Brasília, condecoração de Elezier Pacheco como cidadão ijuiense. Porém, na manhã desta terça-feira, 16, a presidente Dilma Roussef fez o anúncio oficial de uma Escola Técnica Federal para Santo Ângelo, durante solenidade em Brasília.
        Cada escola técnica receberá aproximadamente R$ 10 milhões em investimentos do governo federal. Em contrapartida, as prefeituras cedem a área para a escola. Em Santo Ângelo, por exemplo, uma área de 50 hectares já está à disposição do instituto federal que terá caráter de universidade com a realização de cursos de pós-graduação.
        A confirmação da criação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (Ifet) no município, de acordo com o prefeito de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro, é uma das mais importantes notícias dos últimos tempos. Em cada escola federal, trabalham no mínimo 118 pessoas entre professores e monitores, o que garantirá emprego e renda para muitas famílias. O campus será em uma área de 50 hectares localizada na zona leste de Santo Ângelo, nas antigas instalações do Centro Agrícola da COTRISA, na ERS-218, estrada de acesso ao aeroporto.
        Em junho passado, o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco, em visita a Santo Ângelo, afirmou que a presidente Dilma Rousseff deveria realizar ela mesma o anúncio que era aguardado com expectativa por lideranças políticas e representantes da área da educação do município.
        Nos bastidores, porém, o secretário afirmou que Santo Ângelo seria uma das sete cidades contempladas com a obra. A definição dos locais ocorreu em reunião com a participação da presidente Dilma, o ministro da Educação Fernando Haddad e o próprio Eliezer. Eliezer disse ainda que Santo Ângelo tinha grandes possibilidades pela mobilização da comunidade, pelo esforço do prefeito Eduardo Loureiro, do coordenador da Comissão Municipal Pró-Ifet, vereador Gilberto Corazza e das lideranças da cidade e da região, e pelo valor em si do município, que não é por acaso, é chamado de Capital das Missões.
        Sonhamos que um dia o investimento do Governo Federal em educação em Ijuí se concretize. Talvez, se fizéssemos uma campanha a exemplo de “Ijuí 2014 – eu acredito”, os resultados fossem outros. Esperamos ainda a contemplação em uma seleção futura. Creio que com mobilização e mostra de nossas potencialidades conseguiríamos o Instituto. Não adiantou jogar confetes. O IFET foi para Santo Ângelo. Parabéns ao Prefeito Loureiro do PDT.

Entre os confetes e o IFET

Alberto Hoffmann integrou comitiva que foi até Montevidéu receber Jango




Nascido em 1920, o ex-deputado, economista e contador Alberto Hoffmann era secretário estadual da Agricultura em 1961, quando ocorreu o Movimento da Legalidade. Em entrevista concedida à Agência de Notícias da Assembleia, ele relembra alguns dos fatos marcantes desse período, quando a população gaúcha, liderada pelo então governador Leonel Brizola, foi para as ruas exigir que o vice-governador João Goulart assumisse a presidência após a renúncia de Jânio Quadros. "Era um sentimento gaúcho, sobre um (conterrâneo) gaúcho que estava sendo burlado no seu direito de tomar posse na Presidência da República", recorda.

 Hoffman integrou a comitiva oficial do governo do Estado que foi até Montevidéu para acompanhar Jango em seu retorno ao País (o vice-presidente estava em visita oficial à China quando Jânio renunciou, e retornou ao Brasil via Uruguai e Porto Alegre). "Sentimos nele aquele ânimo mais pacificador, de não desejar uma revolução, não querer um derramamento de sangue e achar um meio de controlar a situação", diz, ao recordar o encontro.  
Deputado estadual por três legislaturas (1951-1959 e 1963-1967), tendo presidido a Assembleia Legislativa em 1957 e 1958, Hoffmann também foi deputado federal por cinco mandatos (1959-1963 e 1967-1983) - ele licenciou-se do cargo entre fevereiro de 1959 e outubro de 1961 para assumir a Secretaria da Agricultura, onde acompanhou de perto a Legalidade. Foi ainda titular de várias secretarias de Estado, ministro e presidente do Tribunal de Contas da União no governo Figueiredo e senador no governo Collor.
Agência de Notícias - Qual a sua participação no Movimento da Legalidade?
Alberto Hoffmann –
O governador Brizola designou a mim, como secretário de estado, e mais o Pedro Tassis Gonzales e o Waldemar Rodrigues, que eram dois deputados estaduais do PTB, para os três constituirmos a comissão que receberia Jango em Montevidéu. Para lá seguimos (em 1º de setembro de 1961) e encontramos então o João Goulart na embaixada brasileira. Sentimos nele desde o início aquele ânimo mais pacificador, de não desejar uma revolução, não querer um derramamento de sangue e achar um meio de controlar a situação. Logo em seguida fomos ao aeroporto, onde chegava um avião de Brasília, com uma tripulação grande e um único passageiro: Tancredo Neves, que vinha de Brasília para negociar o Parlamentarismo. E o que aconteceu posteriormente, poucos dias depois (em 3 de setembro), foi a aprovação da emenda parlamentarista. O Jango  assumiu a presidência da República e o Tancredo Neves assumiu como primeiro-ministro. Mas ainda durante essas negociações, Jango retornou ao Brasil, vindo direto a Porto Alegre. E aqui eu estive presente quando Jango saudou a massa que estava em frente ao Palácio Piratini e queria que ele desse um grito de guerra. Ele nem falou, apenas abanou com simpatia para o povo naquele momento. Ele tinha um caráter mais pacifista que o Brizola, e há que registrar que houve até um esfriamento de relações entre os cunhados (Jango e Brizola eram cunhados - a esposa de Brizola, Dona Neusa, era irmã de Jango) naquele tempo. Mais tarde, com a iniciativa da emenda que derrubou o parlamentarismo, eles se reconciliaram plenamente (o parlamentarismo foi revogado em 6 de janeiro de 1963, com a realização de um plebiscito nacional).
Agência de Notícias - O senhor ficou em vigília no Palácio Piratini durante aquele período?
Alberto Hoffmann
– Sim, isso aqui estava lotado de civil e "milico" dia e noite. Tanto o Palácio quanto a Assembleia Legislativa, que funcionava no Casarão da Duque, onde hoje é o Memorial do Legislativo, estavam cheios.
Agência de Notícias - Como foi a participação da Assembleia na Legalidade?
Alberto Hoffmann
– Lembro da viagem que os deputados estaduais fizeram a Brasília. A Assembleia em peso esteve lá *. Nesse ponto (a união pelo) Rio Grande do Sul estava acima de tudo. Não era só porque o Brizola era o líder da Legalidade, convocando as rádios, mas porque era um sentimento gaúcho, sobre um (conterrâneo) gaúcho que estava sendo burlado no seu direito de posse na Presidência da República. O fato de Jango ser gaúcho mobilizou o estado.
Agência de Notícias - Como o senhor avalia o fato da maioria dos deputados estaduais, mesmo os de oposição, apoiarem o movimento?
Alberto Hoffmann – Foi uma posição de grandeza desta Casa, que tinha dado já tantos exemplos históricos em outras oportunidades. Na hora das grandes causas, a Assembleia acha uma solução conciliatória.
Agência de Notícias - Como foi a mobilização da sociedade durante esse período?
Alberto Hoffmann
– Uns 70% do povo do Rio Grande estava do lado da legalidade, porque estava sendo rasgada a Constituição. Se a Constituição Brasileira dizia que tínhamos um presidente e um vice, quando o presidente renunciou o vice tinha que assumir. Isso era óbvio, independentemente do partido que cada um defendesse, da legenda que cada um tivesse. Tinha que ficar firme nessa posição a favor da legalidade, porque se a lei não valesse mais nada a anarquia estava imposta.
Agência de Notícias - Houve distribuição de armas para a população?
Alberto Hoffmann
– Não tenho conhecimento disso. Haveria, se saísse a revolução. Se fosse pelo meu ex-chefe Brizola, sairia uma revolução. Pelo Jango, não saiu. Se tivesse saído uma revolução teria sido uma carnificina terrível. Não teria sido bom nem para o Rio Grande do Sul, nem para o Brasil.
Agência de Notícias – Qual a importância de Brizola para o Movimento da Legalidade?
Alberto Hoffmann
– A posição dele de estar disposto a ir até as últimas consequências foi o que motivou a se encontrar uma solução. Foi muito importante no jogo democrático da época.
Agência de Notícias - Como o senhor avalia o movimento 50 anos depois?
Alberto Hoffmann
- Foi um movimento de afirmação do estado. O Rio Grande do Sul já em outras épocas, como na Guerra dos Farrapos, teve uma posição mais firme do que outras unidades da nossa federação. Então foi, para usar nossos termos, uma gauchada de bom efeito e de boa posição. 
* Em 30 de agosto de 1961, uma comitiva de 16 deputados estaduais gaúchos, com representantes de seis das oito bancadas existentes à época, voou para Brasília com o propósito de oferecer Porto Alegre como local seguro para sediar as atividades do Congresso Nacional.
Alberto Hoffmann: “O fato de Jango ser gaúcho mobilizou o estado”
Leticia Rodrigues - MTB 9373 | Agência de Notícias   11:44 - 03/06/2011
Edição: Sheyla Scardoelli - MTB 6727     Foto: Marcos Eifler / Ag. AL

Alberto Hoffmann: o ijuiense que buscou Jango

Embora os romanos já denominassem "classes" os diferentes grupos de contribuintes de impostos, só na segunda metade do século XVIII a palavra adquiriu seu significado moderno, tornando-se conceito primordial da sociologia e da ciência política.
Denominam-se classes sociais os grupos econômica e politicamente distintos em que se divide cada sociedade. Sua diferenciação depende, pois, das relações que mantêm dentro do sistema produtivo vigente e de sua respectiva divisão de trabalho.
Do fim do Império Romano até as revoluções burguesas dos séculos XVII e XVIII, o sistema feudal imperou na maior parte da Europa, com rígida divisão em três classes sociais: a nobreza, o clero e o campesinato. Não havia em sua estrutura nada do que os sociólogos viriam a chamar de "mobilidade social", isto é, a possibilidade de que membros de uma classe se deslocassem para outra: a diferença era legitimada pela lei dos homens e pela lei de Deus, determinada pelo nascimento e herança familiar.
Com o desenvolvimento do sistema capitalista e a ascensão da burguesia, politicamente consumada na Inglaterra e na França dos séculos XVII e XVIII, a estratificação social alterou-se, adquirindo uma mobilidade que se consagrará nas constituições parlamentaristas e republicanas. A posição social de cada um passou a depender de sua participação no processo produtivo, e seu poder a ter como referencial predominante o capital que souber acumular.
Essa mudança ocorreu no quadro socioeconômico que se estendeu do início da revolução comercial, em que a burguesia emergiu e se organizou como classe, até a primeira etapa da revolução industrial, em que tiveram origem tanto a classe operária como as classes médias das modernas sociedades industriais.
A diferenciação social só passou a ser objeto de estudos sistemáticos com Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Inspirados na insurreição burguesa contra a aristocracia monárquica, defenderam, cada um a seu modo, os direitos naturais do homem e o contrato social, mesmo nos casos em que o monarca acumulasse todo poder, o que Hobbes preconizou em seu Leviathan (1651).
Também os economistas ingleses Adam Smith e David Ricardo, que já usavam a expressão "classe trabalhadora", destacaram em suas análises do capitalismo que o conflito entre os fatores de produção (terra, trabalho e capital) acarretaria por si mesmo o antagonismo entre os grupos sociais correspondentes. Os franceses François Fourier e Pierre Proudhon ocuparam-se igualmente do problema e tentaram resolvê-lo com as soluções ditas utópicas.
Coube, porém, ao marxismo aprofundar o conceito de classe social, embora seus teóricos iniciais, os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, não tenham desenvolvido o estudo específico da questão. Marx morreu justamente quando escrevia o terceiro livro de Das Kapital (O capital), onde deveria tratar das classes sociais. Para Marx e Engels, a história demonstra que a determinado estado de desenvolvimento das forças produtivas corresponde um tipo concreto de relações de produção, criadas pelos homens para prover a satisfação de suas necessidades e que envolvem a propriedade, a interação entre exploradores e explorados, e entre classe dominante e classe dominada.
Segundo o marxismo, tais relações não são determinadas pela vontade dos indivíduos, nem por um contrato social - como afirmara Rousseau - mas impostas pelas condições materiais do processo produtivo. Para Marx, a luta de classes desempenha papel essencial na evolução histórica. A classe capitalista, detentora dos bens de produção, domina a sociedade e apropria-se da força de trabalho da classe operária, autêntica criadora da riqueza.
Como conseqüência e reflexo dessa dominação econômica, a classe capitalista controla também o estado e a produção dos valores espirituais (idéias, artes, religião) e, nessa perspectiva, o próprio sistema conteria em si o germe de sua destruição, ou seja, tornaria inevitável a rebelião dos trabalhadores e a criação de uma sociedade sem classes, em que desaparece a ideologia, representação do mundo forjada pela classe dominante, de acordo com sua posição e seus interesses vitais. Para Marx, até o advento da sociedade comunista a história da humanidade não seria mais do que a história da luta de classes.
Apoiado nesses alicerces da teoria marxista da estratificação social, Lenin mais tarde definiu as classes sociais como os grandes grupos de pessoas que, dentro de uma sociedade, se diferenciam: (1) pelo lugar que ocupam em um sistema de produção histórica e socialmente determinado; (2) pelas relações em que se encontram no que se refere aos meios de produção existentes (relações que, em grande parte, são estabelecidas e formalizadas mediante leis); (3) pelo papel que desempenham na organização social do trabalho; e, conseqüentemente, (4) pelo modo e proporção segundo os quais desfrutam de parte da riqueza social de que dispõem.
Embora a teoria clássica marxista constitua sempre a principal referência para qualquer estudo do tema, muitos estudiosos a criticaram e elaboraram teorias diferentes. O sociólogo alemão Max Weber, por exemplo, apesar de dividir a sociedade capitalista fundamentalmente em "possuidores" e "não-possuidores", censurou a ênfase dada por Marx aos fatores econômicos e incluiu, como outros elementos de estratificação social, o status e o prestígio.
A diferenciação social mais empregada pela sociologia dos países de capitalismo avançado na segunda metade do século XX baseia-se não no conceito marxista da relação com os meios de produção, mas nos níveis de renda, e dispõe as classes sociais em três grandes grupos: alta, média e baixa, por sua vez subdivididas em alta e baixa, do que resultam seis subdivisões: alta-alta e alta-baixa, média-alta e média-baixa, baixa-alta e baixa-baixa. Os componentes mais prósperos de uma classe confundem-se com os da classe superior e os mais pobres com os da inferior.

Classes Sociais, o que são?

       A política ijuiense tinha tudo para ter um final de ano repleto de paz e tranqüilidade. Afora a determinação da justiça da exoneração de 102 CCs e do Tribunal de contas do Estado TCE não aprovando as contas do executivo do ano de 2009, tudo parecia correr em plena tranqüilidade. Parecia sim, até o confronto físico desencadeado por vereadores na última sessão ordinária do ano de 2011.

O motivo
       
        O grande momento da sessão estava por conta da eleição de Claudiomiro Pezzetta do PDT, para presidência da casa. Porém, a oposição PSDB,PSB,PCdoB,PMDB e PP parecia não ter tido o mesmo entendimento na votação. Resultando na eleição de Rubem Jagmin do PP como vice-presidente.
        Partindo disso, iniciou-se uma serie de acusações verbais na tribuna entre Ruben Jagmin (PP) e César Busnello (PSB).  Chegando ao ponto de Busnello ressaltar que “o vereador Jagmin só falta oficializar sua ficha no PDT".
       Certamente este pronunciamento fez que com que a situação começasse a fugir do controle no plenário do Legislativo. Jagmin foi à tribuna para dizer que "mandava no seu nariz", enquanto que Busnello gritava que ele era mandado pelo ex-secretário de Saúde, Claudiomiro Pezzetta.

O confronto

       Após a discussão no âmbito verbal, partiu-se para uma das maiores vergonhas já vivenciadas na historia política de Ijuí. Como em um octógono de UFC, ambos vereadores encaram-se e partiram para a violência física. Após tentativas de socos e empurrões, ambos foram apaziguados pelos seus assessores e alguns vereadores próximos.
       As imagens são surpreendentes, principalmente na narração do então Presidente do Legislativo, Vereador Tito Varaschin (PDT). Com palavras “calma pessoal” e “ o que que é isso” o confronto entre os vereadores se deslanchou próximo a suas cadeiras na Câmara.

A repercussão

      A imagem que fica após o incidente é de pesar. Ruben Jagmin, ex-secretario de governo do Governo Ortiz Schorer e vereador na terceira legislatura e César Busnello, reconhecido advogado e excepcional professor universitário poderiam adotar outra saída para o impasse criado. São pessoas talhadas ao exercício da função e grandes líderes da comunidade local.
       O preceito de Voltaire de que “não concordo com nada do que dizes, mas defenderei até a morte do direito em dizer” deveria imperar sob pessoas que representam parcela tão expressiva da população ijuiense, que delegaram por meio do voto, a confiança a estes legisladores.
      Após o episódio, fica nítida e clara a impressão de que o famoso ”frentão” às eleições municipais de 2012 terá muitas dificuldades de operacionalização. Parece que o PDT sai mais fortalecido e rindo do episódio. Tudo isso porque em Ijuí a oposição aprendeu a marchar em ordem desunida!

A política ijuiense e os nervos aflorados


Árvore de Natal

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.

Presépio

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.
O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalícias

Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto

No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.

Símbolos Natalinos


O Natal é uma das festas mais importantes do cristianismo, junto com a Páscoa e o Pentecostes. Ele celebra o nascimento de Jesus Cristo. A festa é celebrada no dia 25 de Dezembro pela Igreja Católica Romana, pela Igreja Anglicana e por alguns grupos protestantes e no dia 7 de Janeiro pela Igreja Ortodoxa.

O termo

Do latim 'natális', derivada do verbo 'nascor, nascéris, natus sum, nasci', significando nascer, ser posto no mundo. Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas românicas - italiano 'natale', francês 'noël', catalão 'nadal', espanhol 'natal'( navidad de J.C), português 'natal'.
Em inglês, a palavra que designa o Natal - 'Christmas' - provém das palavras latinas 'Cristes maesse', significando em inglês 'Christ's Mass", missa de Cristo. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.

Aspectos históricos

De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”. Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério sul deveria ser celebrado em junho.
Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

O ponto de vista da Bíblia

A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.

Natal: origem e significado

Anúncio do anjo e nascimento de Jesus
O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", ou seja, considerando que este morreu em 4 AEC, então Jesus só pode ter nascido em 6 AEC. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus").
Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.
"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quiríno "era governador [em gr. hegemoneuo] da Síria [província imperial]." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido por "governador", significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quiríno fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens directas do Imperador.)
Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 AEC a 6 AEC), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirínio só foi Governador da Província da Síria, em 6 EC. O único recenseamento relacionado a Quirínio, documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".
A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogénito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto (Lucas 2:4-8). Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.
A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende". Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se também a alguns Evangelhos Apócrifos.

A estrela de Belém

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objecto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas.

Visita dos magos

Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do 3.º Século terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."
Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilónia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canónicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.
Outro factor muito importante tem haver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilónia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenómenos celestes que ocorriam.

O nascimento de Cristo


Esta semana boa parte do Rio Grande do Sul está em festa. O inesquecível, o memorável 14 de dezembro. Conhecido como Mazembe Day.
Há exato um ano, ocorria o maior vexame da historia de um clube brasileiro no Mundial de Clubes. Certamente o ânimo para brincadeiras em cima do co-irmão não é dos melhores. A verdade é que a derrota colorado doeu muito. Principalmente a aqueles que parcelaram em longos meses o valor da passagem e da estadia, no sonho em ver seu clube Bi-campeão Mundial. Mas valeu o turismo...
Mas hoje o que resta é a doce lembrança dos acontecimentos de 14 de dezembro de 2010 no qual Renan, Bolívar, Índio e demais,  participaram da maior derrota colorada da historia. Se comeram o “pão Kidiaba amassou” ou viram que o buraco é “mazembaixo”, não sei. Apenas remeto-me a esta façanha como indispensável aos registros históricos.
Descrevo isso, por não esquecer das gozações dos colorados depois que o Grêmio perdeu para o Ajax a decisão do mundial de clubes. Lembrando que foi na final e a decisão foi por pênaltis. O Inter chegou a lançar uma camisa igual da do Ajax, mudando apenas o distintivo.
Parabéns aos colorados que se auto determinam “Campeão de tudo”. Festejar o Manzembe Day é motivo de orgulho do Gigante Internacional: o clube do Povo!

Mazembe Day

      Sócrates, o brasileiro, tinha nome de filósofo, era formado em medicina e era esportista. Motivos para ser ser elogiado e para servir de exemplo?  Sócrates, o filosofo ateniense fora condenado a morte por “corromper” a juventude com suas idéias. Foi morto por um veneno fulminante na época: a cicuta.
      Contudo, o médico-atleta Sócrates abusava de álcool. Um mau exemplo? Talvez não.
Talvez esse tenha sido o melhor exemplo que o ídolo de uma das maiores torcidas do Brasil. 
     Um exemplo a não ser seguido é bem verdade. Quem sabe os torcedores do timão que costumam beber com frequência - quase todos os dias ou em todos os finais de semana - acordaram hoje com um pensamento: A partir de hoje, vou ingerir menos bebidas alcoólicas. Ou então, para quem já percebeu que não consegue se controlar, que às vezes deixa de ir a uma festa porque sabe que a bebida será mais forte que ele e exclama: - Não vou àquela festa ou àquele churrasco de domingão porque sei que vou beber. 
      Ou seja, se você precisa alterar seu modo de convívio na sociedade porque o álcool o está dominando e quando a cerveja acaba você corre desesperadamente para comprar mais cerveja ou deixa de comer nas festas para a comida não ocupar o lugar da bebida, fique atento, você pode estar se tornando dependente da droga lícita chamada álcool
      Um médico - cuja identidade não me recordo - falou a um canal de TV: - Se você bebe quase todos os dias, mesmo que pouca quantidade, já pode começar a desenvolver um cirrose hepática. 
      O Dr. Sócrates, como era carinhosamente conhecido, morreu no dia em que o Corinthians conquistou o título de pentacampeão brasileiro. Coincidência? Talvez não.
Talvez o filósofo não tenha morrido em vão. Fica o alerta!

Sócrates: a Cicuta e o álcool