Na encruzilhada entre o passado idealizado e o presente que se reinventa, este livro mergulha nas raízes da identidade riograndense para desvendar um dos seus maiores pilares: a figura do gaúcho. Em um mundo onde a "mundialização da cultura" tensiona as identidades, o Rio Grande do Sul se destaca pela persistência de um forte movimento tradicionalista, que busca no passado elementos para consolidar sua própria narrativa.
José Augusto Fiorin, com olhar perspicaz da história e dos estudos culturais, propõe uma análise fundamental: houve a apropriação do gaúcho histórico do século XIX pelo tradicionalista do século XX? Ou, de que forma o gaúcho é (re)inventado e (re)significado ao longo da história?
Apoiando-se em relatos de viajantes europeus do século XIX, na imagética de Debret e nas influências literárias e políticas que moldaram a região, Fiorin distingue o tipo social original das construções posteriores. Longe de uma crítica superficial, esta obra respeita a função social do movimento tradicionalista e seu papel na sociedade atual.
Uma leitura essencial para compreender a complexa construção da identidade sulista, as dinâmicas da memória cultural e a fascinante (re)invenção de tradições em sociedades em constante transformação.
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Professor Fiorin